Jul 17

A virtude de fechar a boca

A mais difícil das virtudes, é fechar a boca na hora certa.Não é só para deixar de ingerir guloseimas, mas falo de uma outra maneira de saber viver: Aprender a calar. Nos tempos de hoje é quase que impossível. Eu mesmo, tenho passado por muitas dificuldades,como é difícil calar ! Todos nós temos algo a dizer, seja pessoalmente, no celular, comentando ou postando, parece que queremos dizer tudo já e agora.

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Porém, sei que  o silêncio é uma arte, a sabedoria de não dizer o que vem à cabeça sem pensar ou analisar é previlégio de poucos.É preciso  sabedoria e frieza, pagar o mico e engolir sapos. E realmente, não queremos passar por isso, achamos humilhante. Essa paciência quase ninguém tem, é preciso estar consciente que  é a hora certa para calar. No silêncio, podemos observar melhor o que se passa com nosso semelhante, e pensar sobre tudo que está ao nosso redor. Analisando, encontraremos um momento melhor para falar , as nossas reveindicações e nossas ideias. É difícil, a verdade é que precisamos treinar e muito !  Sabe que, até o silêncio tem o seu charme ? Conheço algumas pessoas lindas e pensantes, elas posssuem essa virtude. Então, podemos tentar . Que tal começarmos agora? Hoje vamos nos impor apenas no silêncio.

May 07

Hoje é o dia do Silêncio

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Em tempo de Silêncio tento falar com Deus, preciso de quietude nesse momento sem palavras nem sons.

É difícil parar todos os sons, mas em pensamento agradeço ao Espírito Santo, para dar paz ao meu coração, acalmar minhas emoções, me ensinar a viver e a conviver com o meus semelhantes . E que Deus me dê muita sabedoria,  para  que  todos os dias eu saiba calar quando necessário, e falar só quando for preciso.Nesse momento me calo, e deixo esse poema de mestre para reflexão em silêncio.

Chove. Há Silêncio

Chove. Há silêncio, porque a mesma chuva
Não faz ruido senão com sossego.
Chove. O céu dorme. Quando a alma é viúva
Do que  não sabe, o sentimento é cego.
Chove. Meu ser (quem sou) renego…
Tão calma é a chuva que se solta no ar
(Nem parece de nuvens) que parece
Que  não é chuva, mas um sussurrar
Que de si mesmo, ao sussurrar, se esquece.
Chove. Nada apetece…
Não paira vento, não há céu que eu sinta.
Chove longínqua e indistintamente,
Como uma coisa certa que nos minta,
Como um grande desejo que nos mente.
Chove. Nada em mim sente…
(Fernando Pessoa)